domingo, 26 de março de 2017

Trilhos do Paleozóico 2017



De volta a Valongo, mais um trail pela Serra de Santa Justa. A última vez que aqui estive foi nos 30km de Santa Justa, no verão. Muito perto de casa, é o “quintal” de quem gosta de treinar trail na zona do Porto. Foi aqui a minha primeira experiência de trail, há 3 anos, a correr os 12km na altura. Há dois anos decidi passar para os 23km, uma experiência que não correu muito bem, como relatei aqui. No ano passado, em recuperação de lesão não cheguei a participar, tendo em vez disso ficado pela Corrida do Diado Pai, no Porto.

Cheguei bastante cedo, ainda antes das 8h, com a prova a começar apenas às 9h30. Depois de levantar o dorsal, estive no carro a espera que chegasse a hora da prova, a abrigar-me do frio e nevoeiro que se fazia sentir. Pelas 9h preparei-me para ir para a partida: tirei a roupa extra que me mantinha quente, coloquei o chip na sapatilha e o dorsal na mochila. Apesar da experiência de há dois anos, decidi novamente levar calções de maratona, mais frescos, e optei por não usar meias de compressão altas, ficando-me pelas que normalmente uso em provas de estrada, que apenas protegem até acima do calcanhar. Desta vez preveni-me melhor: vaselina nas virilhas e nos mamilos (sim, é preciso), visto que a camisola de alças magoa-me e faz ferida.

Fui ter com os meus colegas de equipa, ainda com mais de 20 minutos para a partida, tinham ido todos preparar-se para a corrida. Com algum receio de os perder depois, até porque o diretor da equipa tinha um gel energético para me dar, o meu aquecimento acabou por ser apenas uns passos de corrida no lugar, uns saltos e mexer bem o corpo. Assim que todos chegaram, encaminhamo-nos para a partida, ocupando praticamente o canto direito da linha de partida apenas com atletas Gaia Trail. Nesta altura ainda fui chamado à atenção por um colega de equipa que não tinha o dorsal colocado, ainda estava na mochila e quase começava a corrida sem o colocar.

Assim que a corrida começou estava ainda indeciso quanto ao ritmo a impôr. Sabia que queria andar um pouco mais rápido no início, que assim que começasse a subir iria abrandar bastante. Lentamente, fui ultrapassando alguns atletas, fazendo ainda o esforço de correr na primeira subida curta que apareceu. Ainda receei estar a andar demasiado depressa quando me vi a passar atletas da minha equipa como o Dinis e o Carlos, que sempre considerei grandes atletas e que, na montanha, correm muito melhor que eu.

Quando começou a subir um pouco mais a sério, com alguns atletas ainda a correr por ali acima, ja estava eu a parar e fazer a subida a andar. A subida foi curta, mas foi suficiente para ser apanhado por alguns atletas. Tratava-se da subida final do trail de Santa Justa, agora no início desta corrida. Chegamos ao topo, onde se encontra a igreja de Santa Justa, e a partir daí começou a descer. Com o Dinis e um outro atleta lado a lado, ataquei na descida, sabia que seria o meu ponto forte, pelo que aproveitei enquanto pude. Foram quase 4 quilómetros que fiz sempre a abrir, com descidas pouco técnicas e zonas planas em que apenas me tentava desviar de eventuais poças de água e lama, não valia a pena estar já a ficar com as sapatilhas escorregadias.

Mantive-me isolado durante todo este período de descida e plano. Com o aparecimento da primeira subida, ainda que curta, foi o suficiente para me quebrar bastante o ritmo. Comecei a ver uns atletas ao fundo, que me permitiu ganhar alguma motivação extra para correr mais rápido, mas assim que surgiu mais uma subida, abrandei bastante o ritmo. Estava a começar a sentir a cabeça demasiado “leve” e as pernas a começar a reagir de maneira diferente. Durante essa subida, apesar de ainda apenas estar no 8º quilómetro da corrida, ingeri o gel, que me ajudou rapidamente a recuperar energias. Com alguma água da mochila a ajudar a engolir, tive tempo de olhas para trás e reparar que a distância que tinha ganho nos quilómetros anteriores começou a desaparecer, estava a começar a ver atletas, incluindo colegas de equipa, a aproximarem-se.

Enquanto o Carlos passou por mim, que é ótimo atleta nas subidas, eu continuava a andar. O Dinis aproximou-se e ainda me passou, sendo que logo a seguir passei os dois quando surgiu uma descida, para rapidamente ser novamente ultrapassado na subida seguinte. Nesta altura estava a ficar claro que o meu nível de corrida estava a equiparar-se bastante aos deles, uma vez que enquanto uns são melhores nas subidas, eu recupero nas descidas, e assim íamos andando todos juntos.

Até que, pelo quilómetro 13 surgiu uma subida um pouco maior. O Carlos lá seguiu o seu caminho, uma vez que tem boa capacidade para subir. Eu fiquei com o Dinis e fomos subindo com calma. Quando a inclinação da subida reduziu um pouco tentei seguir o Dinis e começar a correr um pouco, até ao momento que começou a descer. Tinha agora alguma distância para recuperar, sabia que o meu “alvo” seria apanhar o Carlos.

Durante esse período de descida, houve um momento em que o percurso saiu de uma estrada de terra, para um terreno com alguns arbustos baixos algumas pedras escondidas. Foi aqui que a minha corrida foi arruinada: um entorse do tornozelo, acompanhado por um berro de dor, que imediatamente me fez sentar no chão agarrado ao tornozelo. Alguns voluntários que se encontravam um pouco mais à frente ainda correram para me ajudarem, mas não havia muito que pudessem fazer. Enquanto estive sentado passou por mim o Dinis, que tinha-o passado assim que começou a descer e tinha já ganho alguma distância, e pouco depois o Ivo, tendo mandado seguir os dois, uma vez que não poderiam fazer nada por mim e ainda estávamos em luta pela classificação por equipas.

Ao fim de uns dois minutos sentado, com a dor a abrandar, decidi seguir caminho, lentamente. O resto da descida foi feita com algum custo, a parar algumas vezes devido à dor. Na base da descida estava um rio, pelo que ainda parei um pouco com o pé debaixo da água fria. Não que tenha adiantado de muito, mas durante uns minutos ajudou na dor. Quando surgiu uma pequena subida, fi-la a correr. Reparei que, uma vez que o entrose tinha ocorrido por o pé ter “caído” para dentro, forçando os ligamentos do lado de fora, a descida implica um maior impacto e uma “queda” do pé, enquanto pronador que sou”, a subida e a força aplicada mantinham o pé tencionado, não havendo qualquer dor.

A subida curta foi substituida por uma descida, agora minha inimiga, antecipando a maior subida da corrida. Quase 3 quilómetros sempre a subir, onde fui apanhado pelo meu colega Bruno, que ainda acompanhei durante algum tempo. Sempre que a subida abrandava um pouco tentava correr, até que surgiu o tão conhecido Elevador, uma longa subida bastante técnica, já tão bem conhecida por aqueles que praticam trail.

Depois de subir tanto veio o meu maior sofrimento: 3 quilómetros de descida. Não tinha maneira de evitar a dor, era uma constante. A minha tentativa de aliviar era aplicar mais pressão na perna direita, mas mesmo isso começou a não resultar, com alguma dor a surgir na zona do joelho. Toda a gente a correr por ali abaixo e eu a andar. Sempre a perguntarem-me se estava bem, com a minha respota já na ponta da língua: “magooei-me no tornozelo”. Ainda fui passado por mais uns colegas de equipa, o Joaquim, o Micael e o Nelson.

Depois de todo o sofrimento da descida, quando chegou a zona plana comecei a correr. Num passadiço que, estando já na parte final da corrida, era comum à corrida dos 12km e caminhada, tive constantemente de chamar à atenção para deixarem passar, com grande esforço para continuar a correr. Na parte final, com alguma motivação de mais um colega de equipa, o Zé Bruno, que a abrir caminho e a mostrar a bandeira Gaia Trail pendurada nuns postes, ainda tive direito a uma chapada no rabo para continuar.

Na reta da meta ainda tive capacidade para um pequeno sprint, já nas últimas forças. Quando passei a meta, um palco que viria a servir de zona de entrega de prémios, ainda me deitei uns segundos, pelo esforço dos últimos metros e dos últimos quilómetros.

Assim que acabou a corrida tive uns 20 minutos na tenda da comida, a injerir tudo o que tinha açucar e beber quase um litro de isotónico. Ainda fui pedir gelo para colocar no tornozelo e acabei por me juntar aos meus colegas de equipa, que entretanto foram chegando.

Um dos pormenores que mais me deixou satisfeito no final da prova, foi o facto de vários atletas, que nem me lembrava ter visto durante a prova, no final me irem perguntar como estava a nível do tornozelo. Isto é o verdadeiro espírito do trail, companheirismo e amizade acima de qualquer competição.

Depois de banho tomado, aguardamos a entrega de prémios. Durante todo este tempo, desde manhã antes da prova começar, até à entrega de prémios, um grande atleta mostrou o seu grande caráter enquanto pessoa e colega de equipa: Luis Gil. Por motivos de saúde não pôde correr, mas fez questão de estar presente para apoiar.

Com um erro de cálculo, subimos como equipa ao 3º lugar do pódio, que posteriormente foi corrigido para 2º lugar. Com uma falha de um grande atleta como o Gil e eu a interromper a minha performance a partir do quilómetro 14, o 1º lugar este ano escapou-nos.

Olhando agora para trás, depois de todo o sofrimento e com uma entorse a demorar algum tempo a recuperar, apesar de tudo, não fiquei totalmente desagradado com a prova. É verdade que podia ter acabado numa classificação bastante melhor, mas a prestação que vinha a ter até ao momento em que tive fiz a entorse, da-me esperanças de continuar a evoluir, como tenho vindo a evoluir até agora.


No momento da entorse, com pouco mais de 14 quilómetros percorridos, tinha 1h16 no relógio. No final, a corrida teve 21,4km, que percorri em 2h20. Ou seja, 1h para percorrer 6km. Apesar disso, melhorei o meu tempo em relação há dois anos em 20min, tendo em conta que o percurso agora também é um pouco diferente na parte inicial.

Tempo final 2h20min29seg para uma distância de 21,41km. Média 6'34''/km.
Voltas:
1ºkm 3'25''
2ºkm 4'22''
3ºkm 8'35''
4ºkm 3'40''
5ºkm 4'51''
6ºkm 3'57''
7ºkm 3'54''
8ºkm 5'12''
9ºkm 4'59''
10ºkm 6'48''
11ºkm 5'34''
12ºkm 3'52''
13ºkm 5'10''
14ºkm 10'43''
15ºkm 6'02''
16km 9'13''
17ºkm 11'46''
18ºkm 10'03''
19ºkm 9'53''
20ºkm 10'04''
21ºkm 6'32''
410 metros 1'55'' (ritmo 4'39'')

Ver registo: Garmin Connect

terça-feira, 14 de março de 2017

Fevereiro 2017

Segundo mês do ano, começa um novo semestre. Já passei metade do meu curso, faltam só mais 3 semestres, 1 ano e meio para finalizar a licenciatura.

Como parte do curso, no 2º ano é requerida a realização de um estágio, de forma a aplicar os conhecimentos adquiridos nos primeiros dois anos do curso, sendo que no 6º semestre se realiza outro. Por norma, o estágio do 2º ano é realizado durante o verão, no entanto, surgiu-me a oportunidade de realizar o meu estágio a auxiliar os professores na cadeira de Animação Desportiva I, a dar aulas aos alunos de 1º ano. Assim, até ao final deste semestre, todas as 2as, 5as e os sábados que houver, estarei a realizar estágio na faculdade.

Obviamente que esta oportunidade foi imediatamente bem recebida por mim, tendo a oportunidade de realizar o estágio numa cadeira que gostei bastante no 1º ano e, assim, despachar o obrigatório e ter o verão mais livre. Mas nem tudo é bom. Neste momento, com essas aulas, mais as minhas normais, tenho dias a completamente preenchidos, que chego à tarde a casa e nem vontade para ir correr consigo ter.

A nível de corridas, Fevereiro foi bastante fraco. Com o aumento de tempo dispendido na faculdade, limita-me bastante as minhas oportunidades para treinar. Ao fim de um dia inteiro, a começar as 9h e acabar às 18h, com atividade de canoagem pelo meio, ao final do dia já não tenho qualquer capacidade para ir treinar.

Recordo-me um domingo, dia de treino longo, que tive um treino particularmente bom. A correr com Nike Vomero, as que têm mais amortecimento e uso nos treinos longos, mas que também seriam as mais lentas. Estava um dia especialmente bom para correr, sem estar demasiado quente ou frio, algumas nuvens e o mar um pouco revolto. Sempre com boas sensações, fiz o treino de 1h20 a um ritmo de 3’54’’/km. Isto deixou-me bastante satisfeito, depois de ter andado umas semanas com sensação de estar a correr um pouco menos.

A cerca de meio do mês, surgiu-me uma outra oportunidade que aproveitei: ir a Londres. Durante um total de 5 dias, a convite de uns amigos, tive a oportunidade de conhecer um novo local, uma nova cultura. Durante esse tempo apenas corri apenas duas vezes, sendo que uma delas foi no Nike Run Club de Londres.



Depois de alguma investigação e até um contacto que encontrei no Instagram, sabia que o treino de grupo se realizaria na 2ª feira. Durante o dia andei a passear, mas com uma mochila com equipamento para ir correr. Cheguei à loja e fui falar com os pacers, identificados pelas suas tshirts, perguntei-lhes como funcionaria, vesti-me e inscrevi-me para o treino. Na reunião inicial, a que estou habituado da minha experiência no NRC de Lisboa e Porto, reparei na dimensão deste grupo, umas 5 vezes maior que alguma vez os grupos de Portugal teriam capacidade. Com um grupo desta dimensão também permite outras oportunidades: um grupo de corrida para os mais rápidos. Sabia que iria estar bem com eles, ainda me disseram que iriam correr a um ritmo de cerca de 4’/km, mas enquanto estava a apertar os atacadores, esse grupo desapareceu. Acabei por me juntar a um grupo um pouco mais lento, mas que me permitiu aproveitar os locais por onde fomos passando e tirar algumas fotos. No entanto, propositadamente, não fui parando o relógio cada vez que parava para tirar uma foto ou parávamos em passadeiras, fazendo no final um ritmo bastante lento. Foi uma experiência que gostei bastante e se voltar a Londres conto repetir.
 
Durante a viagem fiz também uma pequena brincadeira com o meu relógio. Visto que ando diariamente com o relógio de corrida, que tem GPS, registei o voo de Lisboa para Londres e o voo de retorno, ficando assim com um registo de tempo de voo efetivo, distância e percurso efetuado.

Voltado de Londres numa 4ª, tive aulas e estágio na 5ª e fui ao Porto no fim de semana. Tinham agora passado duas semanas do treino de domingo que tinha corrido tão bem, mas desta vez fiquei muito aquém. Ao fim de apenas 1h10 já estava no limite e a um ritmo consideravelmente mais lento.

É já o último fim de semana do mês, é a altura do Carnaval. A convite de um amigo, fui passar este dia à Covilhã, onde a Tuna dele iria organizar uma festa, para além de já não estar com ele há bastante tempo. Quando lá cheguei aproveitei para conhecer a faculdade dele e na altura da festa ainda assisti a um ensaio da Tuna, antes da festa em si. Como se tratava de uma festa, acabei por me perder um pouco nas quantidades “saudáveis”, especialmente para um atleta, pelo que o dia seguinte, o último dia de Fevereiro, apenas se baseou em recuperar da ressaca e viajar para Lisboa.

Em Fevereiro apenas treinei uns lamentáveis 12 treinos, totalizando:
  • 145,46 km percorridos
  • 9 160 kcal queimadas em corrida
  • 104 002 passos a correr
  • 10h13min passados a correr
  • 169 bpm médios
  • 14.2 km/h de média (4'14''/km)
Atividades de corrida:
Registos dos voos


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Janeiro de 2017


Fogo de Artifício Praça do Comércio
1º mês de 2017, o mês do meu aniversário. 21 anos já passados desde a fria madrugada do 10º dia de 1996, maioridade em todo o mundo. O crescer sempre me chateou, desde que me comecei a aperceber que estava prestes a fazer 18 anos, com a responsabilidade que isso implica. Não há nada que possa fazer quanto a isso, apenas me resta aceitar e seguir em frente, um 
dia de cada vez.

O mês não começou da melhor maneira: no primeiro dia do ano, com expectativa de acordar e ir fazer o meu treino longo de domingo, descubro que o esquentador estava avariado. Sem água quente não posso tomar banho, logo não posso ir correr. Esta situação começou a afetar-me profundamente, queria ir correr, queria ir treinar, tinha uma prova no final do mês e queria preparer-me para a fazer.

Passaram-se 3 dias, já batia com a cabeça nas paredes e nem conseguia estudar para as frequências que ainda me faltava ter. Finalmente, na 3ª feira, foi arranjado o esquentador e pude finalmente ir correr. Com vontade de correr, não de treinar, apanhei boleia até Lisboa e corri do Restelo até casa, um treino de rejuvenescimento mental.

Depois disso apenas realizei um treino de séries na 6ª feira e corrida longa de domingo. Primeira semana do ano com apenas 3 treinos, não começou da melhor maneira.

Segunda semana do ano, a ter a última avaliação do primeiro semestre na 2ª e seria último dia de aulas na 3ª. Mas como apenas teria uma avaliação que não pude fazer por ter reprovado num trabalho durante o semestre, já estava em período de férias. Último dia aulas para uns, dia de anos para mim.



E que melhor maneira de celebrar o aniversário! Durmo até às horas que o corpo decide, vou correr ao início da tarde e estou com amigos à noite. Até o sol apareceu para cumprimentar, naqueles que normalmente são os dias mais frios do ano.



No entanto, mal começam as férias, começa a época de estudo para exames. Eu só estudo de noite, o meu cérebro desperta quando estou sozinho, que acaba por apenas acontecer durante a noite. Foram longas horas no alojamento da faculdade, muitas vezes apenas com companhia do segurança de serviço. Num desses dias ainda fui correr quando cheguei a casa, altura em que por vezes me dá mais gozo correr, 2 da manhã, quando está toda a gente a dormir e apenas tenho o som do mar a acompanhar o treino.


Logo no dia a seguir, indo ao Porto para celebrar jantar de aniversário com família e amigos, fui treinar com o Nike Run Club. No final do ano passado, a minha mãe trocou de casa, sendo que passamos para Matosinhos, perto do NorteShopping. Isto permite-me, sempre que esteja no Porto à 5ª feira, ir realizar o treino da Nike, que gosto muito. Seja os percursos, os técnicos que acompanham ou o pessoal que vai treinar, sempre que posso tento ir a esses treinos, até porque os de Lisboa estão bastante longe para lá ir propositadamente.

Esse fim de semana no Porto foi marcado por um outro motivo ainda antes do ano acabar: uma Mega Aula de Body Pump promovida pelo Solinca. Quando andei no ginásio em 2015 adorava fazer aulas, sendo que as que mais gostava eram Body Pump e RPM. Numa outra altura desde que saí do ginásio tive a oportunidade de ir fazer uma aula ao ginásio onde tinha estado, mas agora era uma apresentação de nova coreografia, a número 100. Um eventual à escala mundial, que no Porto teve lugar no Pavilhão Rosa Mota. Cerca de 500 pessoas a bombar Body Pump ao mesmo tempo.

No entanto, o treino de força não é algo a que esteja muito acostumado. Apesar de ir fazendo força de pernas praticamente todos os dias que treino, a carga excessiva do treino que é o Body Pump provocou-me (trouxe de volta) uma contratura no isquiotibial. Um problema que já vinha desde que comecei a treinar em 2014, mas que já estava bem controlada há algum tempo. No dia seguinte ao treino de força até a andar me doía, sentia um nó no músculo, que se sentia ao passar a mão. Foram precisos uns 3 dias de calor com uma bola de libertação de tensão miofascial para melhorar.

A corrida seguinte só foi realizada na 3ª feira, naquela que foi a semana mais fria sentida durante este mês, com as temperaturas a chegar quase a níveis de congelação. Durante esta semana finalmente cortei o cabelo, tal como normalmente tenho usado nos últimos anos. O motivo pelo qual tinha deixado crescer tanto tinha sido, em primeiro lugar, pela peça de teatro que desenvolvi, juntamente com os meus colegas, na cadeira de Artes e Espetáculos, pela minha personagem, e o outro seria uma brincadeira que queria fazer, e ainda tenciono fazer: pintar o cabelo. Talvez seja algo estranho, mas depois da experiência do verão, que ao tentar pintar de loiro acabei com cabelo laranja, achei que seria giro experimentar de alguma cor viva. Pensei em verde, tal como o youtuber JackSepticEye. Por diversos motivos não o pude fazer, pelo que cortei curto, como sempre usei, especialmente pela
praticalidade.

A semana de frio piorou um pouco a minha situação de dificuldade respiratória. Em época de exames, gostando eu de estudar sozinho, ia todos os dias para o alojamento da faculdade estudar. O caminho até lá provocava-me um pouco dificuldade respiratória, mesmo não estando em qualquer esforço cardiorrespiratório. Durante os treinos, mesmo com a gola a cobrir as vias respiratórias, sentia o ar frio a entrar nos pulmões e o treino, por vezes, a ficar difícil.

Um problema que me tem vindo a afetar ocasionalmente, que chegou a afetar duas vezes durante este mês, é o vomitar pelo esforço. Quando estou numa situação de esforço elevado, talvez um pouco acima do limite do que consigo aguentar, começo a sentir convulsões no estômago e, como aconteceu, ao abrandar o ritmo chego mesmo a vomitar. Isto chegou a acontecer num treino que fiz na ciclovia entre a Casa da Guia e o Guincho, em que, como estava algum vento, ajudava na entrada de ar quando ia contra e ajuda a empurrar o corpo, quando vou a favor. Na parte final do treino, perto da Casa da Guia, a subida tem uma distância total de um quilómetro. Sabendo disso, seria a minha "série" de um treino de corrida contínua, em que tentaria manter o ritmo que vinha a fazer na zona plana. Ao fim de 300 metros de subida começo a sentir convulsões e vomito o pequeno almoço, sendo que depois concluo o treino a ritmos consideravelmente mais lentos.

Com uma semana apenas até à prova que realizaria em Janeiro, num domingo de manhã fui fazer o meu treino longo de domingo como treino de reconhecimento da prova. Com boleia do meu pai até ao Palácio Nacional de Sintra, fiz o precurso completo até ao Cabo da Roca. Foi a primeira vez que utilizei a função do meu relógio de seguir um percurso. No entanto, com a insegurança de que pudesse funcionar corretamente, levei tambem o telemóvel com uma aplicação a correr o ficheiro GPX, para ter a certeza que estaria correto. No geral, apesar de não ser de fácil compreensão, o percurso no relógio funcionou bastante bem.


Na última semana antes da prova, não comecei da melhor maneira. Com um treino de corrida continua com corrida progressiva, devido à estrutura do treino, acabei por não o conseguir realizar até ao fim. Uma vez que, onde moro no Estoril, me encontro no alto de uma colina e à volta não tenho zona planas, realizo sempre a corrida de aquecimento e corrida final no percurso entre casa e Paredão de Cascais. A estrutura desse treino específico é que mexeu comigo, uma vez que a corrida de ritmo progressivo era no final do treino, sem nada no final. Ao tentar realizar esse treino a subir, acabei por chegar a um nível de esforço que não me permitiu continuar mais.

Além do treino falhado, em modo de estudo intensivo para os exames, nessa última semana acabei por apenas realizar mais um treino antes da prova. Prova essa, que não correu de maneira nenhuma como esperava. Pode ler-se tudo aqui.

Não foi a melhor maneira de começar o ano, espero conseguir continuar a evoluir e ter melhores prestações nas provas que hão de continuar a vir ao longo do ano.

Em Janeiro, realizei apenas um total de 13 atividades de corrida:

  • 179,4km percorridos
  • 11 633 kcal queimadas em corrida
  • 113 308 passos a correr
  • 12h19min passados a correr
  • 173 bpm médios
  • 14.6 km/h de média (4'07''/km)

Atividades de corrida:

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Corrida Fim da Europa 2017

Correr do centro de Sintra até ao Cabo da Roca. O ponto mais Oeste do continente europeu. O último local em terra antes de Nova Iorque.

Há dois anos vinha fazer esta prova. Acabado de fazer 19 anos, estava a entrar a sério no mundo da corrida, a começar a fazer marcas dignas de um corredor com alguma performance. O meu recorde tinha sido estabelecido uns meses antes em 35min aos 10km, uma marca incrível! No entanto, este percurso foi interrompido no início de 2015, como descrevi na publicação feita no final desse ano (ler aqui).

Finalmente tenho a oportunidade de vir realizar a prova, a ansiedade é grande, sei que estou em muito boa forma, ainda melhor do que estava há dois anos, e estou mesmo nervoso com a potencialidade de ter uma boa classificação. A organização já não me é desconhecida, a Sport Science organiza a prova que considero ser a minha de eleição neste momento: a Lisbon Eco Marathon, sendo que eu sempre realizei a Meia Maratona Corredor Verde.

Uma semana antes da prova fui fazer o percurso, em modo de treino e reconhecimento. Tinha noção do desnível que a prova teria, afinal de tudo, é Sintra! O treino ajudou a perceber a dimensão disso, com grandes subidas no início e grande descida no final. Depois de realizar o treino fiquei, durante a semana até à prova, usei umas expressões engraçadas para descrever o percurso, que penso que qualquer pessoa que tenha realizado a prova concordará comigo:
  • porrada de 3 quilómetros no início
  • escalada vertical aos 10 quilómetros
  • precipício dos 10 até ao fim
E assim, já com conhecimento do percurso e da eventual gestão de esforço, andei a semana toda um pouco nervoso de antecipação. Em preparação para exames da faculdade, a estudar até as 3h da manhã e acordar às 12h, os meus horários estavam um pouco trocados. No dia da prova dormi cerca de 4 horas, que também não ajuda.

Uma vez que o percurso é linear, ou seja, começa num local e acaba noutro, implicaria deixar o carro num dos "cantos" da prova. No ato de inscrição, a opção escolhida foi ter autocarro a levar para a partida, que significava que seria necessário deixar o carro na zona da meta, bem cedo. Juntamente com o meu pai, cheguei lá às 8h30, tínhamos um saco com a roupa para trocar, bem como guardar a roupa quente que estava ainda vestida, que seria levada posteriormente para a meta, pela organização.

Tudo tratado de deixar o saco no local indicado, deu ainda tempo para aquecer e tratar das "necessidades pré prova" (todos os atletas saberão do que estou a falar). Com bastante tempo de ter aquecido bem, encaminhei-me para a partida 15 minutos antes da hora, para começar o máximo a frente possível. Consegui começar literalmente encostado à fita, assim não teria ninguém a impedir-me a corrida no início.

Uma outra questão que me chegou a preocupar foi o gel energético. Sendo de 17km, tem a distância intermédia entre precisar para ter energia no final, e ser curta ao ponto de não fazer diferença tomar. Optei por comprar um e tomar antes da prova, assim antecipava a "escalada" dos 10km's e sentia o efeito uns dois quilómetros antes de lá chegar. A escolha foi um Extreme da Gold Nutrition. Um gel muito (mesmo muito) agressivo, tanto a nível de energia, como de agressão para o estômago e organismo. Tomei o gel a menos de 10 minutos de começar a prova, e bebi água para diluir um pouco no estômago.

Assim que se deu a partida, tentei destacar-me. Parti logo na frente, livrei-me da garrafa de água, e acompanhei os atletas que estavam logo a puxar. Foi aí que percebi que não estava no meu dia: estava no sprint inicial e sentia que os músculos não estavam a querer puxar, não estava a sentir-me com força.

A prova começou um pouco antes do Palácio Nacional de Sintra (Palácio da Vila), pelo que só para aí passar já se apanha uma ligeira subida. Logo a seguir, começa a grande subida. Alguns atletas começam a distanciar-se, eu vou tentando acompanhar, mas a manter o esforço o mais controlado possível, sabendo que a subida ainda seria longa.

Durante essa subida uns atletas começam a destacar-se, mas ainda fui mantendo sob controlo um eventual lugar no pódio, os 3º e 4º lugar encontravam-se a uma distância segura, para as descidas que ainda faltavam. No final da subida sou passado por dois atletas e a seguir começa a descer um pouco.

Uma característica desta prova é não ter zonas planas, é tudo ou a subir ou a descer. Enquanto atleta que apenas treina em estrada, as subidas são o meu ponto fraco, como já mencionei antes. Nas zonas que aparentam ser plano e nas descidas recupero bem, consigo manter um ritmo elevado e estar a recuperar ao mesmo tempo. Nesta altura é que pensava que ainda conseguiria ter uma boa performance, passava alguns atletas que me passavam na subida. Claro que, com a altimetria desta prova, logo a seguir apareceu uma subida e eles voltavam a passar por mim, para mal acabasse a subida estar eu a passar por eles.

Assim que acabaram as zonas de subidas, cerca dos 4 quilómetros, aparece o primeiro abastecimento. A primeira garrafa ainda a deixo cair, a segunda já bem segura, mas bem fria. Apenas bebi um bocadinho, nem verti na cabeça como normalmente faço. A partir dessa altura, no pós subida, que começam a aparecer as descidas fortes, começo a sentir que a minha prestação começa a decair. Os atletas que antes conseguia ultrapassar assim que acabavam as subidas conseguiam fugir-me, não tinha capacidade para correr mais que eles. 

Uma descida forte depois e comecei a perceber que já não iria correr bem a prova, comecei a sentir tensão muscular nas costas e dificuldade respiratória. O cansaço acumulado da subida leva a uma fadiga da musculatura e a respiração torna-se mais complicada. A fadiga também impede que os músculos suportem a coluna de impactos, começando a ficar com dores, Este problema já não é a primeira, nem segunda vez que ocorre, pelo que já devia estar habituado e saber prever e antecipa-lo.

Aos 7 quilómetros, ainda a menos de metade da prova, inteirei-me do facto de que a prova já tinha ido com o car****, apenas me restava tentar chegar ao fim. Estava a correr, na descida, a ritmos de 4'10''/km, sem esforço anormal, mas sem capacidade energética de correr mais depressa, seja a que ritmo fosse.

Ao passar pelo Convento dos Capuchos, muita gente a assistir, nem capacidade tinha de acenar de volta aos incentivos e aplausos. Os atletas começam a passar por mim, em grupos de 3 e 4 de cada vez. No abastecimento dos 10 quilómetros até cheguei a parar a beber um pouco de água, sabia da subida que me esperava e já nem sentia energia para correr. Os atletas passam por mim e desaparecem no nevoeiro cerrado.

Passei o controlo dos 10km com 42min, um ritmo bom, considerando os quilómetros iniciais a subir. Depois disso veio a pior parte: 6 quilómetros seguidos a descer. 

Quando um atleta passou por mim na subida e me incentivou, fiz o esforço para correr, queria ir até ao fim a dar o meu melhor, podia ser que ainda conseguisse fazer alguma coisa de jeito. Uma pequena descida íngreme, passar junto da Peninha, e a partir daí seria uma longa descida até à estrada que dava acesso à parte final da prova. 

Assim que começou a descida senti: uma forte dor nas costas, não conseguia correr. A descida é a pior parte quando isto começa, o impacto é muito maior. Em grande sofrimento fui fazendo a descida a ritmos de 4'30''/km, locais onde sabia que na semana passada estive a correr a cerca de 3'40''/km sem esforço. Por vezes as dores eram de tal maneira que tinha de parar uns 10 segundos, espreguiçar as costas da tensão e respirar fundo, para depois retomar mais uns 3/4 min até ter de parar outra vez.

Sénior em esforço, o meu companheiro de treino
Os atletas foram passando, a distância à meta foi encurtando gradualmente. Ao chegar à estrada nacional, no acesso para a Azóia, muita gente a aplaudir e incentivar, mas já nada conseguia fazer-me correr mais. Quase sentia vontade de chorar, de frustração, de tristeza, se zangado por me ter permitido chegar a este ponto.

Dois quilómetros lentos, com mais umas 3 paragens para esticar as costas, e a parte final dá algumas tréguas à descida, mas já nem isso me consegue fazer correr mais. Muitos turistas, especialmente chineses, a gritar umas palavras incompreensíveis, e tirar fotos e ao dar por ela temos uma subida de 20 metros a passar ao lado do Farol.

150 metros a descer, a meta a frente nem me consegue levar para o sprint final. 1h12 no relógio, chego completamente abatido e logo atrás chega a primeira mulher. No entanto, chego ao fim e, com alguma amargura, constato que não há medalha finisher, nada a acrescentar para aqueles que combateram o frio e a preguiça de ficar na cama e foram fazer a prova. Não sei se esta prova é sempre assim, mas esta mesma organização, na outra prova que gosto de fazer, presenteia os atletas que chegam ao fim com uma medalha.

Nada me resta se não vestir-me e aguardar pelo meu pai. Em conversa com outros atletas constato que não fui o único a ficar surpreendido com o desnível da prova (apesar de eu já ter tido realizado o percurso em treino) e desagradado com a ausência de medalha no final.

Mas não é isso que mais me incomoda: ter treinado tanto, tanta antecipação e preparação, tendo mesmo vindo fazer o percurso para reconhecer a dificuldade, e tenho uma prestação pior que tive quando realizei em modo de treino, tendo passado de 1h08 para 1h12, uma diferença de médias de
4'11''/km para 4'21''/km.

Apenas me resta continuar a treinar, fazer mais reforço muscular de musculatura de costas e treinar a minha capacidade de subir, bem como recuperar no pós subida.

Recordo-me que, ao passar pelo abastecimento dos 10km's uma pessoa ter mencionado que me encontrava em 8º lugar, pelo que, apesar de não ter mantido controlo, estimei que tivesse acabado dentro dos primeiros 25. Na classificação final, uma vez que havia duas partidas e o resultado apresentado se baseia no tempo, fiquei classificado em 39º lugar, com 1h12min14seg.

No meu relógio, registei 16,59km, em 1h12m16s.
Voltas:
1ºkm 4'10''
2ºkm 4'49''
3ºkm 4'54''
4ºkm 4'19''
5ºkm 3'54''
6ºkm 3'30''
7ºkm 3'46''
8ºkm 4'04''
9ºkm 4'15''
10ºkm 5'20''
11ºkm 4'08''
12ºkm 4'06''
13ºkm 4'41''
14ºkm 4'30''
15ºkm 4'42''
16ºkm 4'22''
590 metros 2'37'' (ritmo 4'29''/km)

Ver registo Garmin Connect

sábado, 31 de dezembro de 2016

2016 - Melhor ou Pior Ano?

Mais um ano passa, mais um ano de vida, mais um ano de experiência, mais um "nível" que se evolui neste Jogo. Tem sido referido como um dos piores anos de que temos experiência, as situações globais continuam a agravar-se como se sabe, muitas guerras, muitas mortes, um líder global com cabelo de nylon e inúmeras figuras públicas que nos deixaram.

No entanto, em momentos de reflexão como estes, há sempre a questão que me fica: que fizemos nós, cada uma das pessoas, realmente para contrariar estes problemas? Já há muito que me conformei com a minha impotência na escala global em que vivemos. O meu mundo rege-se pela corrida e o estudo, são o meu dia a dia e nada mais me preocupa.

Faz hoje um ano foi a primeira vez que escrevi uma reflexão sobre os 364 dias que se tinham passado desde a última vez que a Terra esteve no mesmo local do Cosmos. 2015 foi um ano de muitas mudanças, em que muito se passou, mas que, no final, defini claramente aquilo que ambiciono: corrida.

Após interrupção por um período de um ano e meio, decidi retomar o plano de corridas do projeto Run4Excellence. No entanto, não correu da maneira como esperava. Pela altura do Natal, num treino do Centro de Marcha e Corrida do Porto, levei-me ao limite e acabei por ultrapassá-lo, tendo contraído uma lesão na Banda Iliotibial (ou Fáscia Lata). Sim, para o "comum dos mortais" isto não significa nada. Trata-se de uma banda grossa de tecido que se extende desde a anca, pela parte exterior da coxa, inserindo-se na Tíbia. Esta lesão impediu-me de recomeçar os treinos como teria gostado no início de Janeiro, muitas vezes provocando dores a andar, quanto mais seria a correr.

Enquanto fui melhorando, decidi escrever sobre o meu mês de Janeiro e Fevereiro. Tinha sido um pequeno objetivo a que me tinha proposto para 2016, mas que não cumpri como gostaria. Recordo-me de relatar que, na altura, enquanto estava a recuperar, treinei um total de 4 corridas em Janeiro e 12 em Fevereiro. No entanto, o que mais ajudou a recuperação foi a grande motivação para rapidamente retomar a corrida, que me permitiu realizar, em casa, bastastes treinos de força e reforço muscular dos membros inferiores.

Chegado ao fim do mês de Fevereiro, sentia que estava em condições de reiniciar os treinos. O objetivo, para já, era bastante claro: Lisbon Eco Marathon Meia Maratona Corredor Verde. A 4 meses de distância, a começar praticamente do Zero, tinha muito que trabalhar, mas a começar devagar.

A falta de treino que se observou desde que vim viver para o Estoril, em Setembro de 2015, juntamente com o frio dos meses de Inverno, provocou-me algo que nunca tinha sentido antes: a garganta a "fechar-se" e a impedir-me de respirar corretamente. A solução que arranjei foi correr com uma gola, usada para aquecer a garganta, mas a cobrir as vias respiratórias, auxiliando o aquecimento do ar que entra para os pulmões. Esta solução fui usando desde que fui tentando correr em Janeiro e Fevereiro e até ao fim de Março.

Durante este primeiro mês em que retomei a corrida, apesar de não planeado e, claramente, não recomendado, participei na Corrida do Dia do Pai no Porto. Com muita calma, com apenas 3 horas de sono e com treino de força do dia anterior, concluí a distância em 39 minutos. Esta prova acabou por ser uma vitória para mim, pois com apenas duas semanas de treino, demonstrei, especialmente a mim mesmo, que tinha capacidade de correr e que o "bichinho" ainda aqui estava.


Passada esta experiência, sabia que não podia andar a fazer isto, poderia correr mal, tendo um objetivo tão claro definido. Todo o mês de Abril foi dedicado ao treino e à evolução na corrida, preparar-me fisicamente, para começar em Maio com uma prova de trail. A Taça Ibérica de Trail, realizada em Caminha, uma das provas de trail de maior dificuldade do país, segundo me informaram, claramente a mais desafiante em que já participei. Wings for Life. Correr por aqueles que não podem, numa prova de dimensões globais e em grande diversão. Foram apenas 10km muito divertidos, uma vez que o dorsal foi oferecido.

Apesar de estar ainda em fase de evolução, correu-me melhor do que esperava conseguir, tendo terminado em 47º lugar. No dia seguinte, claramente sem esforçar, fui fazer a

Em Junho finalmente chegou a prova para que tanto tinha treinado: Lisbon Eco Marathon. Sou totalista desta prova, já fiquei duas vezes em 2º lugar. Ao contrário do ano passado, desta vez andei a treinar a sério e estava preparado. O atleta que ganhou o ano passado também lá estava, mas desta vez não me ia deixar ficar tão facilmente. No entanto, de um ano para o outro, apareceram mais atletas, com níveis de performance melhores que antes tinha testemunhado nesta prova. Corri o meu melhor, superei o atleta que ganhou o ano passado melhorado em 5 minutos o tempo que ele tinha feito. Ainda assim, apenas me permitiu um 3º lugar.
Na altura não escrevi sobre a minha experiência. Por um lado, estava claramente contente por ter conseguido, uma vez mais, um lugar de pódio, mas por outro um pouco chateado com o não ter conseguido ainda o lugar mais alto. O tempo passou e acabei por não relatar a minha experiência (ver registo).

No início do Verão comecei a fazer campos de férias em Cascais. Adorei a experiência, o trabalhar com crianças todos os dias, conhecer e interagir diariamente com pessoas novas, monitores com quem se partilha tanto que amizades fortes surgem no espaço de apenas dias. Treinar durante os Campos revelou-se outro obstáculo: um dia inteiro, a começar às 8h e terminar pelas 18h cansa mais que pensava ser possível. Chegado ao fim do dia, de maneira nenhuma vou conseguir ir treinar, o corpo não aguenta mais. Para resolver este problema comecei a ir correr antes de ir para os Campos. 5h30 toca o despertador, bebo um copo de água enquanto realizo alguns exercícios de aquecimento, para não ir correr com o ácido no estômago a chatear, e saio para treinar com o Sol a aparecer por detrás dos edifícios.

Esta solução permitiu-me ir treinando durante o Verão. No final de Julho, um pouco à semelhança da situação da Eco Marathon, corri uma prova no dia 31 de Julho que também não relatei. Corri o Trail de Santa Justa, 30km pela Serra de Valongo, foi a primeira vez que corri esta distância na montanha. A prova fazia parte do calendário objetivo da minha equipa, pelo que decidi fazer, a ver como seria, bem como dar o meu melhor para a vitória de equipas, que ambicionávamos. Com clara falta de experiência em distâncias grandes, comecei um pouco mais rápido do que deveria, tendo começado a ficar cansado logo desde o quilómetro 12, com ainda mais de metade da distância pela frente. A companhia de dois colegas de equipa preveniu a minha desistência, tendo corrido com eles mais de 30min. A partir do último abastecimento, cerca dos 23km, senti o gel que tinha tomado a fazer efeito, senti-me com mais energia e comecei a correr muito melhor. Consegui deixar os meus colegas para trás e estava a correr como nunca! Durante os 7km que restavam até à meta estive constantemente a passar atletas, a maior parte da distância curta, mas ainda uns 4 da mesma distância que eu. As subidas, que nunca foram o meu forte, fazia-as todas a correr, nada me parava. Cheguei ao fim no 17º lugar, tendo sido 1º lugar Sub23. Conseguimos, em equipa, ganhar na distância de 30km e de 15km.
Na altura não relatei a minha experiência por não saber bem como passar aquilo que sentia por ter feito, pela primeira vez, 30km e ter corrido tão bem e, associado a isso, tive uma semana de férias no Algarve logo a partir do dia seguinte (ver registo).

Férias no Algarve diferente do que normalmente seria de pensar. Penso que nunca serei capaz de pegar em 300 ou 400€ e gastar numa semana de beber e sair à noite todos os dias. As férias foram com a minha mãe, numa casa emprestada pela semana. Enquanto lá estive também acabei por ir sair com amigos, mas não no mesmo regime que as pessoas que vão apenas com amigos. Além dessa questão, durante 3 dias tinha muitas dificuldades em andar. O esforço final da corrida, o "boost" de energia que o gel me deu permitiu-me correr imenso no final da prova, mas praticamente "destruiu" os músculos. Cada passo era doloroso, descer escadas era um tormento e andar na praia uma angústia. Foi uma semana de descanso, em que apenas corri no dia de ir embora, apenas 40min.


Acabei Agosto com o Caminho de Santiago. Foi a segunda vez que fiz, o ano passado gostei tanto que quis repetir. Desta vez houve duas coisas diferentes: não fiz com a companhia do meu pai e reduzi o tempo da viagem em metade. O ano passado, o meu pai começou comigo, mas devido a bolhas nos pés foi forçado a desistir no 5º dia, mas continuei com amigos que tinha conhecido no Caminho. Isso é o que de mais espetacular tem esta experiência, as relações que se cria com tanta gente que também se encontra a fazer o Caminho. Não sou uma pessoa religiosa, faço-o, fiz, por motivações físicas, um desafio a que me propus e que quis superar, mas a experiência revelou-se muito mais que apenas física, foi espiritual, da maneira mais profunda do meu ser.

Este ano foi diferente em todos esses aspetos, com exceção de um: desafio físico. Embora o ano passado tenha absolutamente adorado a experiência, o conhecer e interagir com novas pessoas, que acabei por acompanhar até ao fim, do ponto de vista físico fiquei com a sensação que poderia fazer mais e melhor. Em vez dos 10 dias, decidi fazer em 5. Juntar cada 2 etapas das que tinha feito o ano passado, passar num albergue e continuar caminho até ao seguinte. Passar por uma cidade e não parar até chegar à seguinte. Fazer cerca de 50km a caminhar, por dia. Isto teve um problema: solidão. Era mais rápido que toda a gente, pois queria cumprir a distância ainda enquanto fosse dia, e fazia mais que toda a gente. Isso implicava passar por pessoas, cumprimentar e seguir caminho.

Posso dizer que, após bastante sofrimento, uma vez mais consegui superar o desafio a que me propus. Desta vez posso dizer que custou bastante, os pés começaram a criar bolhas, que eu nem sabia o que seria isso, os braços a ficar cansados e a mente a vaguear. Recordo-me, no meu 4º dia, a chegar à cidade de Caldas de Reis, em retas de estrada de terra, entrava num estado de transe. Não via o que estava a minha frente, apenas andava, enquanto a mente estava "apagada". Dei por mim a entrar na cidade sem me recordar dos últimos 10km. Apesar de tudo, foi uma grande experiência, que espero continuar a repetir de ano para ano.

À semelhança do ano passado, fui registando a minha experiência em cada dia:

Durante o Caminho estreei o meu novo relógio de corrida, o Garmin Forerunner 735XT. Sou um pouco obececado pelo controlo, quero saber tudo. O novo relógio que comprei permite-me ler os passos diários, registar a frequência cardíaca no pulso, analisar o sono e mostrar as notificações do telemóvel. Em corrida indica também a frequência da passada. Com a banda cardíaca, para além de uma leitura mais precisa da frequência cardíaca, é também capaz de analisar o tempo de contacto com o solo, a distribuição do tempo de contacto entre o pé esquerdo e direito, a oscilação vertical e, com as medidas mais precisas da frequência cardíaca, indicar uma estimativa de VO2Max e prever tempos para determinada distância a correr.

Com uma bateria de melhor capacidade, permitia-me registar cada dia do caminho, a nível de GPS e frequência cardíaca (não usei a banda durante o Caminho). Um pouco por brincadeira, registei-me num desafio do GarminConnect, que faz uma pequena rivalidade para ver quem faz mais passos numa semana, entre as pessoas que se inscrevem no desafio. Portanto, fiquei a saber que, os cerca de 250km que separam Porto e Santiago a pé realizei com 313 mil passos.

Após o Caminho ficaram algumas mazelas, especialmente no Tendão Tibial Anterior (tendão que "puxa" o pé para cima). Quando voltei a correr ainda fui sentindo algumas dores, durante a semana seguinte. Estava já em Setembro e queria fazer uma Meia Maratona no início de Outubro. Só na semana anterior decidi entre Lisboa e Ovar, sendo que fiquei por Lisboa, por motivos de agenda. Não foi a minha melhor experiência de organização da prova, que pode ser lido aqui. Tanto quanto me for possível, evitarei no futuro provas organizadas pelo Maratona Clube de Portugal.

Outubro foi o mês deste ano que considero que estive em melhor forma. Apesar da má organização da Meia Maratona Rock and Roll, quando estava a correr consegui correr a ritmos de 3'37''/km durante 19km. Ainda neste regime de forma física corri a Corrida Montepio, uma prova que também sou totalista e que considero como sendo a minha prova de eleição de 10km do ano. Apesar de não ter corrido bem de maneira nenhuma, consegui manter a marca abaixo dos 35min.

Nesta prova acabei por contrair uma lesão no tornozelo, no Tendão Tibial Posterior, responsável pela estabilização do tornozelo, no momento da pronação. O treino ficou um pouco limitado depois disso, tendo reduzido bastante a carga semanal, mesmo com uma prova de trail no dia 20 de Novembro. Fiz o Trail Amigos da Montanha com algum receio que pudesse piorar a minha lesão, mas com algum cuidado consegui ter uma boa prestação e não prejudicar o tendão já debilitado.

Desde essa prova que optei por não realizar mais nenhuma até ao final do ano, estando apenas focado em recuperar e evoluir, para entrar em Janeiro mais forte que nunca e ter boas prestações em 2017. Até porque, associado à lesão, o final de semestre é sempre a pior altura, tendo ficado duas semanas seguidas a sobreviver a RedBull (sim, eu sei que faz terrivelmente mal), não tendo treinado na última antes de acabarem as aulas. Durante estas férias de Natal aproveitei bem para descansar e retomar os treinos, cada vez com mais motivação.

Olhando para trás, os últimos 365 dias talvez não tenham sido os melhores que poderiam ter sido, a nível pessoal e do ponto de vista global. Apenas ambiciono por continuar a melhorar e continuar os estudos da melhor maneira. A minha maior falha talvez tenha sido, depois de proposto, não relatar as minhas experiências a cada mês. Quando retomei o treino em Março pensei no que poderia escrever, queria deixar a minha evolução falar por si mesma, pelo que acabei por não mais fazer o que comecei em Janeiro e Fevereiro.

Optei, desta vez, por não refletir sobre questões para além da corrida. Os motivos são diversos, possivelmente o principal ser a falta de motivação de mexer nessas rochas, agora que se encontram arrumadas nos seus cantos.

Entro em 2017 com um claro objetivo no curto prazo, mas ainda sem grande objetivos no longo prazo. Decidi que, tal como aconteceu em 2016, não irei realizar muitas provas. Quero evoluir e fazer provas não permite isso.

Este ano que passou, a nível de corridas, apenas foi possível pela grande paciência da minha treinadora Sofia, pelo acompanhamento que me deu a cada semana. A clara evolução deve-se sobretudo a ela e ao projeto Run4Excellence.

Tenho de agradecer profundamente a todas as pessoas que, um ano mais, me aturaram e me ajudaram. Não enumerarei, com receio de falhar alguém, mas claramente quem é saberá tudo o que fez por mim.

Em 2016, para um total de 151 atividades de corrida, percorri uma distância de 1746km em cerca de 129 horas. A velocidade média foi cerca de 13,5km/h, ritmo de 4'27''/km, queimando uma estimativa de 125 mil kcal.
No total, incluindo a aventura de bicicleta até Caminha, entre outras voltas de bicicleta, e o Caminho de Santiago, realizei 193 atividades, cumprindo 2260km em 224 horas, uma velocidade média de 10,1km/h,requerendo para isso 155 mil kcal.


Um Bom Ano de boas corridas para todos!

 Novas aventuras nos aguardam no próximo ano.



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Trail Amigos da Montanha 2016

7 da manhã, toca o telemóvel: "Carlos Daniel GT". Merda, adormeci! Tinha definido o despertador para as 6h, estava combinado encontrar-me com os meus colegas às 6h45. Vestir a correr, engolir um bocadinho de massa aquecido pela minha mãe e saio a correr pelas escadas abaixo.

Chegados a Barcelos ainda cedo, recebidos pela chuva e frio, vamos a um café comer e tratar de "aliviar" um pouco mais de peso para a corrida. Um cafezinho e um pastel de carne acabado de fazer e começa a ficar na hora da partida da prova dos 30km. A chuva não dá tréguas e à8h30 dá-se a partida da prova, com vários elementos da minha equipa a participar, eu e mais uns estávamos do lado de fora a vê-los partir. 

Daí ainda faltava 1h30 para a minha partida. Podíamos agora levantar os nossos dorsais para os 18km e depois voltamos para o café, aproveitar o abrigo da chuva e o quentinho confortável. Começando a chegar a hora da prova vou ao carro vestir-me e como uma barrita para me dar energia para a prova e alguma cafeína para despertar.

Inicialmente tinha previsto correr com uma camisola térmica, um colete de inverno e a camisola de equipa por cima. Com o frio e a falta de treino das últimas semanas devido a lesão, usei gola durante a corrida e especialmente para aquecer a garganta durante a corrida de aquecimento e esta não fechar e dificultar a respiração. Uma corridinha de 10min para aquecer e a chuva a diminuir, decidi tirar o colete, apenas iria correr com a tshirt térmica e a camisola de equipa por cima.

Encaminho-me para a partida e alinho-me na frente com os meus colegas de equipa. A partida foi rápida, deixei-me levar pelo Bruno, que foi o melhor Gaia Trail nos 18km, e fiz o primeiro quilómetro em 3'30'', tendo em conta que as sapatilhas de trail são bastante mais lentas. 

Nesta prova decidi usar pela primeira vez as Merrel All Out Peak. Recebi-as há um ano, como prémio (atrasado) do 2º lugar na Meia Maratona Lisbon Eco Marathon. Nunca as tinha usado para correr, apenas para caminhadas e uso diário, mas devido à grande intensidade de chuva e sabendo da quantidade de lama que haveria, eram a minha única hipótese.

Os quilómetros seguintes continuaram a ser rápidos, entramos em zona de mato mas que permitia correr a bom ritmo. Começou a surgir alguma lama e umas pequenas subidas. Como sou atleta de estrada, as subidas não são muito o meu forte, desgastam-me muito e impedem-me de depois conseguir correr devido ao cansaço. Tinha visto no mapa de altimetria disponibilizado que haveria duas principais subidas: uma cerca dos 6km e outra depois dos 8. 

No início ainda tentei esforçar-me para correr, mas depressa apercebi-me que não seria possível fazer as subidas sem parar. Corria o melhor que podia nas zonas planas e descidas e nas subidas fazia sempre a andar, sendo que quando o terreno ficasse um pouco mais plano começaria logo a correr. Com isto em mente, entre o 6º e o 9º quilómetro o ritmo foi bastante reduzido, tendo atingido o meu ritmo mais lento de 9'30''.

Passadas essas duas subidas comecei a correr mais rápido, a conseguir fazer ritmos de cerca de 4'/km. O tornozelo, lesionado depois da Corrida Montepio, mostrava sinais de vida, mas não impedia a corrida, pelo que me senti bem e dei o meu máximo. 

Passado o meio da prova tentei tomar o outro gel que tinha, um "Liquid Gel" que tinha sido dado a todos os membros da equipa. Tento rasgar a parte de cima com os dentes e aperto com toda a força que tenho para sair alguma coisa, o orifício que permitia a saída do gel era demasiado pequena. Ainda andei assim durante quase um quilómetro, até que começou a descer com algumas árvores pelo caminho. Com a necessidade de usar as mãos para me agarrar as árvores, coloquei o que restava do gel num dos suportes da mochila e nunca mais me lembrei dele.

Nas subidas os atletas apanham-me e passam por mim, não consigo mais que ir a caminhar. O ritmo cardíaco reduz um pouco, chega a zona plana e começo a correr. Volta a passar por eles e dou tudo o que tenho até a subida seguinte, mas o terreno que ganhei é suficiente para que não me consigam apanhar, mesmo estando a caminhar devagar nas subidas.

Quando olho para o relógio e vejo que já tenho 16km dá-me energia para continuar e puxar por mim. Começo a reconhecer algumas zonas de quando me estreei pelo Gaia Trail há dois anos nesta prova, mas a prova desta vez é diferente. Pior parte foi a chegar a uma zona de vinhas, que pelos vistos era também perto de uma ETAR. O cheiro era terrível, pensava que daí até ao fim seria apenas mato, mas uma pequena (muito ligeira) subida com lama matou-me o ritmo é vi-me a passar de 4'/km para 5'30'' durante quase 500 metros.

Finalmente saio de vez da montanha, começa a predominar o asfalto e vejo um atleta ao fundo. Este é o meu terreno, é aqui que posso recuperar algum do tempo e talvez alguma posição das que perdi nas subidas. Lentamente vou-me aproximando do atleta que vi, mas ele olha por cima do ombro e começa também a esforçar-se. De volta a Barcelos passo por um outro atleta dos 30km e entro na rua de lojas perto da meta. Já estou no meu limite e o meu rival deixou-se guardar alguma energia para o final.

Acabo a prova com 1h44, em 13º lugar. Olho para o relógio para descobrir que afinal tinha corrido mais de 19km.

Pela primeira vez numa prova de trail, não fui traído por dores de costas durante as descidas e acabei a sentir-me bem, ao ponto de ir pouco depois mais atrás e ajudar os meus colegas de equipa nos momentos finais da sua prova.

Com a minha prestação e a dos outros elementos Gaia Trail, conseguimos um 2º lugar por equipas na prova de 18km, sendo que nos 30km a equipa consegui o lugar mais alto no pódio.

Uma distância de 19,19km em 1h44min, representando uma média de 5'25''/km.
Voltas:
  • 1ºkm 3'31''
  • 2ºkm 4'04''
  • 3ºkm 4'11''
  • 4ºkm 4'32''
  • 5ºkm 5'34''
  • 6ºkm 6'32''
  • 7ºkm 7'18''
  • 8ºkm 8'40''
  • 9ºkm 9'38''
  • 10ºkm 7'38''
  • 11ºkm 4'17''
  • 12ºkm 6'17''
  • 13ºkm 4'23''
  • 14ºkm 5'00''
  • 15ºkm 4'22''
  • 16ºkm 4'07''
  • 17ºkm 4'42''
  • 18ºkm 4'17''
  • 19ºkm 4'06''
  • 190 metros 45seg (ritmo 3'59'')

Ver registo: Garmin Connect



Outros elementos de equipa para classificação de equipa nos 18km (da esquerda para a direita): Paulo Pinho 41º lugar, Bruno Santiago 7º lugar e Pedro Sousa 21º lugar.